18.8.05

16. Oxford e Cambridge

Os principais pontos de difusão da FLC são dois centros universitários ingleses, Oxford e Cambridge, e os principais nomes que estão associados a ele são John Austin e Gilbert Ryle, no primeiro, e Wittgenstein e John Wisdom, no segundo. A forma como cada uma dessas universidades contribuiu, por meio de seus filósofos, para a fixação desse movimento é bastante diferente. Em Cambridge, a influência das idéias de Wittgenstein após seu retorno à vida acadêmica em 1929, é decisiva. Em Oxford, as raízes do movimento se encontram no século dezenove, como indicarei em breve. De forma mais precisa, pode-se dizer que o movimento da FLC abrange um período que vai do início dos anos trinta até a metade dos anos cinqüenta, em um total de menos de trinta anos de presença no cenário filosófico. A questão do rótulo do movimento não é de menor importância. O designativo que estou usando, FLC, somente se fixou na metade dos anos cinqüenta, como vimos na citação de Peter Hacker. Durante esse período era comum o uso da expressão "filosofia de Oxford", "filosofia lingüística" e outras semelhantes. Ao dizer que Wittgenstein pertence a essa família não quero dar a entender que esse vínculo era algo pacífico durante o período de duração do movimento; ainda hoje a recepção da obra de Wittgenstein é motivo de discussão. No entanto, quero argumentar que, apesar das diferenças importantes que podem ser apontadas entre sua obra e a de Austin, por exemplo, existem convergências e semelhanças que permitem que ambos sejam considerados como membros de uma mesma família de atitudes filosóficas.

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