17.8.05

2. O Dicionário Oxford.

Quando se fala na FLC, o nome que se destaca é o do filósofo inglês John Langshaw Austin (1911-1960). Veja o que diz o Dicionário Oxford de Filosofia: “Austin foi a principal figura do movimento conhecido por filosofia lingüística ou filosofia de Oxford, ou ainda filosofia da ‘linguagem comum’ (...)”. O autor do Dicionário, Simon Blackburn, faz uma sinonímia que é amplamente aceita: ‘filosofia da linguagem comum’, por vezes também referida como ‘filosofia lingüística’ ou ‘filosofia de Oxford’.
Vejamos o que diz o verbete dedicado à “Filosofia Lingüística”, no mesmo dicionário:
“Designação não muito satisfatória do método filosófico que consiste em tomar a linguagem, e não aquilo sobre o que a linguagem fala diretamente, como o dado primitivo. Em vez de estudar os números, ou o espaço e o tempo, ou a mente, o filósofo caracteriza-se, segundo essa perspectiva, por estudar a linguagem da matemática, da física ou da psicologia. A idéia-chave é que só através de uma apreciação correta do papel e dos objetivos dessa linguagem podemos vir a ter uma melhor concepção daquilo de que a linguagem fala, evitando assim as simplificações e as distorções que temos a tendência de trazer para os assuntos que discutimos. Compreendemos um assunto analisando as idéias que defendemos sobre ele, e o único acesso que temos a essas idéias é feito através da observação do que dizemos. Nesta acepção lata da expressão, quase toda a investigação filosófica do século XX (e muita da anterior) foi ou é, de uma forma ou de outra, de orientação lingüística; e a história da filosofia contém avisos constantes contra o modo como podemos ser iludidos por aquilo a que Berkeley chama de ‘a neblina e o véu das palavras’. Filósofos como Leibniz, Locke, Alexander, Johnson e Wittgenstein tomaram a dissipação dessa neblina como sua tarefa principal. (Ver também modo formal/modo material de falar.) A expressão é algumas vezes usada para designar, em particular, uma preocupação possivelmente excessiva com as características do uso lingüístico cotidiano, típica de alguns filósofos de Oxford do pós-guerra, e por vezes chamada filosofia de Oxford. J. L. Austin e Ryle eram dois dos praticantes dessa corrente.”

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