18.8.05

20. "A Revolução na Filosofia"

Em 1956, foi publicado em Londres um pequeno livro (Macmillan & Co) intitulado The Revolution in Philosophy. O prefácio foi escrito por Ryle, que fez um esboço da situação social e cultural na qual ocorreram os fatos filosóficos abordados pelos autores. Em primeiro lugar ele descreve o processo de laicização do estudo de filosofia ocorrido no final do século dezenove. O ambiente filosófico na Inglaterra, no tempo em que Bradley era jovem (Bradley nasceu em 1846, e isso nos remete para ao redor do ano de 1866) a maior parte dos estudantes universitários de filosofia estavam vinculados ao sacerdócio. Esse ambiente somente desapareceu por completo ao redor de 1920, quando, então, os professores de Oxford eram laicos. A revista Mind foi fundada em 1876. O processo de emancipação da filosofia por relação à teologia e psicologia, em especial, logo trouxe um problema crucial para a nova geração de profissionais: "por haver renunciado à sua união histórica com a 'ciência da mente' ou psicologia e não ter em conta a sua antiga pretensão de ser uma ciência das coisas transcendentais, a filosofia parecia haver perdido suas credenciais como ciência sobre qualquer outro objeto." Os jovens filósofos se sentiram pressionados a apresentar suas novas credenciais. Assim, não foi por um capricho que autores como Moore, Wittgenstein e os membros do Círculo de Viena tiveram prestígio na primeira metade do século vinte. Bradley e Frege tiveram uma duração de vida coincidente, desde ao redor de 1845 até ao redor de 1925. Ambos lutavam contra o psicologismo; ambos acreditavam que o pensamento era uma unidade funcional, que possui elementos que podem ser distinguidos, mas que não se compõe de partes separáveis; etc. (há mais pontos de convergência entre Frege e Bradley indicados no livro).

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