18.8.05

22. Análise filosófica

Em um artigo no livro editado por Hans-Johann Glock (The Rise of Analytic Philosophy, Blackwell, 1997) Peter Hacker diz que podem ser distinguidas quatro fases na filosofia analítica: a primeira, com Moore e Russell, a segunda, com as análises de Wittgenstein em Cambridge, nos anos 20, a terceira, com o positivismo lógico de Viena, e a quarta, igualmente inspirada por Wittgenstein, de análise conetiva e terapêutica que caracterizou Oxford no pós guerra. Mas como entendemos essa expressão "analítico"? "Em sentido amplo, se poderia dizer, toda a filosofia, ou sua essência, é analítica."(p. 51) Aristóteles, Aquino, Kant, seriam analíticos, e somente seriam deixados de fora dessa classificação aqueles filósofos como Pascal ou Nietzsche, que aparentam mais ser sábios ou profetas. "Se tomamos o termo 'análise' ao pé da letra, a filosofia analítica do século vinte é distinguida em suas origens pela sua orientação não-psicológica". Russell, Frege, Whitehead praticam "filosofia lógico-analitica"; Moore pratica "análise conceitual" (conceito, por contraste com idéias, impressões, etc.). Daí se derivam outras variedades, redutivas e construtivas, que entraram progressivamente em declínio. Surge, finalmente, a análise conetiva e com ela a análise terapêutica. Hacker confere a Strawson a origem dessa última caracterização. Essa é outra forma de se caracterizar alguns aspectos do trabalho de filósofos como Austin, Ryle, Strawson e Wittgenstein: eles praticariam uma modalidade de trabalho filosófico chamada "análise conetiva" ou, em alguns casos, "análise terapêutica".

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