31.8.05

27. Sócrates, no caminho das palavras, é o homem mais esquisito do mundo.

No Teeteto, o trecho que vai de 149 a 151 é um interlúdio no qual Sócrates explica seus objetivos e métodos. Ele começa contando que é filho de uma parteira famosa e imponente, Fanerete, e que exerce a mesma arte da mãe. O problema é que poucos sabem que ele é mestre nessa arte, explica, e por isso não compreendem muito bem o que ele faz. “Ninguém sabe que eu conheço semelhante arte, e por não o saberem, em suas referencias à minha pessoa não aludem a esse ponto; dizem apenas que eu sou o homem mais esquisito do mundo e que lanço confusão no espírito dos outros. A esse respeito já ouviste dizerem alguma coisa?”
Teeteto, evidentemente, concorda.

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