17.8.05

5. Peter Hacker, sobre a origem da expressão "flc".

Outro filósofo que tem se ocupado com esse período é Peter Hacker. Sobre a origem dessa expressão, "filosofia da linguagem comum", eis o que ele diz, em seu livro sobre o lugar de Wittgenstein na filosofia do século vinte:
"Seria interessante saber quem empregou pela primeira vez a expressão "Filosofia da Linguagem Comum" como um rótulo. Ela não era usada, tanto quanto sei, pelas figuras principais de Oxford, tais como Ryle, Austin e Strawson. O rótulo não se origina com, mas pode ter surgido do ensaio de Norman Malcolm de 1942, "Moore e a linguagem comum", no volume A Filosofia de G. E. Moore, ed. P. A. Schilpp, (Northwestern University, Evanston, Ill., and Chicago, 1942). Malcolm concluiu o artigo com a observação "o maior papel histórico de Moore consiste no fato que ele foi, talvez, o primeiro filósofo a ter a percepção que qualquer afirmação filosófica que viola a linguagem comum é falsa, e consistentemente defendeu a linguagem comum contra seus violadores filosóficos." (Moore não concordou com essa caracterização de seu trabalho.) O artigo deu lugar a um considerável debate após a guerra. Mas é digno de nota que nem Chisholm, em sua crítica, intitulada "Os filósofos e a linguagem comum" (Philosophical Review, 60 (1951), pp. 317-28), nem Malcolm, em sua resposta e em seu recuo parcial (Philosophical Review, 60 (1951), pp. 329-40), usaram o rótulo "Filosofia da Linguagem Comum". Pela metade dos anos cinqüenta, entretanto, o termo havia se tornado usual. Benson Mates, em seu artigo de 1958, "Sobre a verificação dos enunciados sobre a linguagem comum" (republicado em Philosophy and Linguistics, ed. C. Lyas (Macmillan, London, 1971)) refere-se aos "assim chamados filósofos da 'linguagem comum'"(p. 121.

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