8.9.05

32. Os argumentos da ilusão

Transcrevo o verbete do Dicionário Oxford: "Os argumentos da ilusão tomam como premissas tanto a existência, como a possibilidade das ilusões, e concluem a possibilidade da ilusão total, ou então o ceticismo quanto ao próprio conhecimento. Assim, os sentidos às vezes nos enganam e podem fazê-lo em todas as ocasiões; logo, argumenta-se, talvez os sentidos nos enganem sempre, ou, em qualquer caso, nunca devemos confiar implicitamente neles. Em algumas de suas formas, os argumentos são sem dúvida inválidos: assim, mesmo que seja verdade que os sentidos possam nos enganar em qualquer ocasião, não se segue que possam nos enganar em todas as ocasiões. Qualquer moeda pode estar viciada, mas daqui não podemos deduzir que é possível que todas as moedas estejam viciadas, uma vez que a existência de moedas viciadas supõe a existência de moedas não-viciadas. As ilusões sempre foram um ponto de partida da epistemologia, e motivaram o desejo fundacionalista de pontos de partida indubitáveis, não-contaminados por elas. Ver também dúvida metódica."

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