14.9.05

39. Investigações, §116


“Quando os filósofos usam uma palavra – “saber”, “ser”, “objeto”, “eu”, “proposição”, “nome” – e procuram apreender a essência da coisa, deve-se sempre perguntar: essa palavra é usada de fato desse modo na língua em que ela existe? Nós reconduzimos as palavras do seu emprego metafísico para seu emprego cotidiano.”

Esta é a tradução de Bruni, nos Pensadores. O trecho “deve-se sempre perguntar” está mal. Em alemão é: “mus man sich immer fragen”; em inglês, “one must always ask oneself”; A tradução da Editora Vozes é um pouquinho pior: “devem sempre se perguntar”. Veja que no primeiro caso estamos incluídos (deve-se); no segundo, eles devem se perguntar. No original, quem tem que se perguntar somos nós mesmos; nós temos que nos perguntar. Isso indica um trabalho sobre si, como diria o Sr. Miguel Foucault; esta indicação fica perdida nas duas traduções.
Outro problema é a tradução de Heimat, em inglês original home. As opções brasileiras foram “língua em que ela existe” e “torrão natal”.

1 Comments:

Blogger edprice48186155 said...

i thought your blog was cool and i think you may like this cool Website. now just Click Here

8:01 PM  

Post a Comment

<< Home

ISP
ISP