21.9.05

44. O teórico e o prático

No entender de Burnyeat, “a distinção entre o teórico e o prático não é um caso de insulamento, mas sim uma deliberada abstração de si mesmo dos afazeres práticos, uma resolução para permanecer sem envolvimento em relação a tudo na esfera prática, até que a teoria dê a ele a verdade sobre o mundo e uma moralidade que ele possa crer.” Deixo ao leitor o trabalho de ler o artigo de Burnyeat, que sucessivamente discute Berkeley, Hume (e a famosa passagem do Treatise (Livro I, Parte IV, § 269, p. 421 da ed. espanhola) sobre a melancolia e o delírio filosófico: “Felizmente ocorre que, sendo a razão incapaz de dissipar essas nuvens, a própria natureza o faz, e me cura dessa melancolia e delírio filosóficos, tornando mais branda essa inclinação da mente, ou então fornecendo-me alguma distração e alguma impressão sensível mais vivida, que apagam todas essas quimeras. Janto, jogo uma partida de gamão, converso e me alegro com meus amigos; após três ou quatro horas de diversão, quando quero retomar essas especulações, elas me parecem tão frias, forçadas e ridículas, que não me se sinto mais disposto a levá-las adiante.”) e Kant, que “persuadiu a filosofia que a gente pode ser, simultaneamente e sem contradição, um realista empírico e um idealista transcendental.”

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