28.9.05

52. A Gramática Filosófica

Nas Investigações, Wittgenstein fala em “perguntas gramaticais” (§47); “investigações gramaticais” (§90); “ “ilusões gramaticais” (§110), “diferença gramatical” (na seção viii da segunda parte), “ficção gramatical” (§307), “movimento gramatical” (§401), “anotações gramaticais” (§232, 574), “proposições gramaticais” (§251, 295, 458 – cuide que na tradução de Bruni, nos Pensadores, ele fala em “frase gramatical”, o que pode nos extraviar); da mesma forma, ele fala em objetivos, bases, regras, etc, da gramática (497, por exemplo).
Uma das afirmações mais importantes está em §371: “A essência está expressa na gramática”.
Considere duas coisas nesse ponto. A primeira delas é que esse uso mais amplo da expressão “gramática” não foi criado por Wittgenstein. Ao menos dois livros importantes foram publicados no século 19 usando esse sentido mais amplo da expressão gramática, o de Pearson, The Grammar of Science, e o do Cardeal Newman, The Grammar of Assent. Mais adiante eu dou os dados. A outra coisa é que de fato Wittgenstein faz um paralelo entre o que ele chama de “gramática filosófica” e a gramática de uma língua natural qualquer.

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