20.10.05

71. Ryle: utilização

A segunda seção do artigo de Ryle chama-se “Utilização” (use). Os filósofos ocupam-se não com palavras, mas com certas funções que as palavras podem desempenhar. O que fazemos, por exemplo, com a palavra “causa”? Como a usamos? Pense aqui na seguinte questão: em quais regiões da experiência humana podemos usar essa palavra? Pense em situações: dois mais dois causa quatro? Deus causa o mundo? Só o amor causa liberdade? Qual a causa da guerra/injustiça no mundo/enchente/cassação de mandato, etc? Não pense, diz Ryle, que as questões filosóficas são questões lingüísticas ou não-lingüísticas. Falar do uso ou função das expressões é um passo adiante, diz Ryle, em relação a se falar das idéias ou conceitos ou significados. O problema com essas alternativas é que elas nos levam a pensar em representações e entidades. Isso desaparece com a idéia de uso, emprego, manejo, manipulação. “Aprender a utilizar expressões envolve – assim como aprender a utilizar moedas, selos, cheques e bastões de hóquei – aprender a fazer com elas certas coisas e não outras (...).”.

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