1.11.05

81. A definição tradicional de signo

A tradição filosófica consagrou uma maneira de compreender a noção de signo, a saber, aquela que diz que “signo é um algo que está por/representa outro algo, para alguém, sob algum aspecto”. Essa tradição se consagra na obra de Charles S. Peirce. A tradição filosófica consagra como sendo a função primordial de “signo” a de representação de algo, e com isso ela assume um tom “objetivístico”. Essa posição, quando é trazida para a discussão sobre o funcionamento das expressões lingüísticas, parece poder dar conta de nossa compreensão dos nomes próprios; mas quando se trata da discussão dos predicados, ela se torna problemática, pois uma compreensão objetivística dos predicados não é muito fácil de se sustentar. Assim, a questão dos predicados nos obriga a rever a definição tradicional da função de signo como sendo a de representar algo. Uma boa leitura sobre esse tema está na Lição 12 do livro de Tugendhat mencionado antes.

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