9.11.05

89. A Filosofia como atividade cognitiva

Filósofos como Platão, Descartes, Locke, Hume, Kant, Russell tinham, em suas obras, objetivos de natureza cognitiva. A tese é de Peter Hacker, que assim a introduz: “No passado, os filósofos conceberam seus temas, de modo uniforme, como uma busca cognitiva. As investigações filosóficas, eles pensavam, levarão a conhecimentos filosóficos, expressos em proposições filosóficas.” (Insight and Illusion, p. 147). A Filosofia estaria (no caso de Platão, por exemplo), como a Matemática, envolvida na caracterização de “verdades eternas sobre objetos abstratos, como a justiça, conhecimento, verdade, número”. Descartes entendia a Filosofia como um estudo acerca dos fundamentos da ciência; os empiristas britânicos investigavam a natureza essencial da mente humana e seus modos de funcionamento; Kant investigava as condições de possibilidade da experiência, perceptiva e moral, etc. Hacker propõe designar essas situações como sendo representativas da “concepção cognitiva da filosofia”, com as quais Wittgenstein rompe.

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